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INDICADORES DE CONJUNTURA DO SECTOR

Em Setembro verificou-se uma melhoria generalizada em todos os indicadores de conjuntura do sector da construção civil e obras públicas. O indicador global de conjuntura apresentou uma subida de 1,6 p.p.[1], fortemente influenciada pela melhoria ocorrida no nível de actividade das empresas de pequena e de média dimensão (+4,2 p.p. e +3,1p.p respectivamente).

Apesar da melhoria das expectativas ocorrida, a apreciação da carteira de encomendas mantém-se a um nível muito reduzido, verificando-se mesmo que o número de meses de trabalho garantido desceu de 9,4 para 9,1. A este facto acresce que a maioria das empresas inquiridas, e em especial as que operam no segmento dos edifícios habitacionais, referem como principal factor condicionante à actividade a insuficiência da procura.

A publicação das Contas Nacionais Trimestrais relativas ao 2.º trimestre de 2003 revelou que o Valor Acrescentado Bruto (VAB) do sector da construção civil e obras públicas encontra-se em queda pelo 4.º trimestre consecutivo. Entre Julho de 2002 e Junho de 2003 a produção do sector decresceu 11,2%, o que faz com que esta seja a actividade mais penalizada pela actual situação económica.

No que diz respeito ao mercado de imóveis para habitação nova constata-se um movimento depressivo generalizado, abrangendo desde as perspectivas de investimento, à actividade de construção e à absorção pela procura. Isso mesmo é espelhado pelo número de licenças emitidas pelas Câmaras Municipais que, de Janeiro a Julho de 2003, caiu cerca de 10%, face a igual período do ano anterior; pelo número de fogos a construir que, no mesmo período, desceu cerca de 13,4%; pelo número de fogos concluídos que, no 1.º semestre, desceu cerca de 50%[2]; pelo consumo de cimento que, no 1.º semestre, caiu cerca de 20%; e pelo montante dos empréstimos concedidos para habitação que, no 1.º semestre de 2003, registou uma queda de 18,8%.

De salientar ainda as orientações estratégicas do Programa da Recuperação das Áreas e Sectores Deprimidos (PRASD) que refere como característica das zonas de maior fragilidade o baixo grau de urbanização, ao mesmo tempo que apresenta o sector da construção como sobredimensionado, uma vez que, é responsável por 12,5% do emprego e apenas 7,5% VAB. Assim, o PRASD põe a nu a emergência de planos de investimento nessas áreas e a capacidade do sector para responder, com todas as vantagens económicas daí decorrentes.



[1] Pontos percentuais

[2] Variação eventualmente sobredimensionada pela comparação de dados provisórios com dados definitivos.

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