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SÍNTESE DE CONJUNTURA DO SECTOR DA CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PÚBLICAS

Todos os indicadores tiveram variações negativas, sendo algumas das quais as de maior valor das do ano 2003. A título de exemplo, cite-se o caso do indicador da produção para os próximos 3 meses, relativo ao segmento de obras públicas, cuja contracção foi de 9,1 pontos percentuais.

O fim do ciclo de construção de várias obras de relevo nacional, a diminuição das verbas inscritas no PIDDAC para 2004 e o retardar da efectivação de reformas como a do arrendamento e da reabilitação urbana podem ajudar a explicar este comportamento das expectativas. Conforme inquérito realizado aos empresários, os primeiros efeitos deste clima serão sentidos ao nível do investimento empresarial e do emprego, cujos indicadores de perspectivas para os primeiros 3 meses de 2004 tiveram quedas de -4 e -2,7 pontos percentuais, respectivamente. Num e noutro casos está-se perante agravamentos de tendências que remontam a meados de 2002, momento a partir do qual, segundo dados do INE, o Índice de Emprego na Construção revela sucessivas quebras.

Em 2003, o desempenho do sector da construção civil e obras públicas não tem paralelo ao longo da última década, estimando-se uma queda da produção em 9,9%, o que não encontra similitude com o sucedido nos demais Estados-membro da UE. Do lado da procura a contracção foi de 10,7%, revelando não só o mau andamento das obras públicas, como as dificuldades de escoamento da produção para o mercado de edifícios habitacionais e não habitacionais. Dado, em 2003, a evolução da produção ter sido menos negativa do que a da procura, pode antecipar-se para 2004 um agravamento da pressão para a diminuição da actividade das empresas deste sector.

Tal já é sentido, por exemplo, ao nível das grandes empresas, cujo indicador de opinião relativo à carteira de encomendas sofreu, em Dezembro, uma redução de 3,6 pontos percentuais, levando o indicador global de conjuntura associado a essas empresas à maior contracção do ano, variando em -5,6 pontos percentuais, situando-se em -36,3%. Por seu turno, no mercado habitacional são diversas as variáveis que concorrem para a sustentação do pessimismo para 2004. Desde o indicador de expectativas de produção que, em Dezembro, atingiu o valor mais baixo de 2003; à evolução do número de créditos à habitação contratados que, face a 2002, se estima ter tido uma quebra superior a 20%; ao cimento cujo consumo acumulado até Novembro de 2003 caiu em 17,3%, face a igual período do ano anterior; ou, finalmente, às obras concluídas cujo decréscimo homólogo acumulado até ao 3º trimestre de 2003, segundo o INE, foi de 30,1%.

Nota:

Pode consultar a versão integral desta Síntese, visualizando os respectivos quadros estatísticos.

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