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Síntese de Conjuntura - Novembro

As previsões da Comissão Europeia, para o período de 2006 a 2008, apontam para um crescimento do PIB português de 1,2% em 2006, 1,5% em 2007 e 1,7% em 2008, o que corresponde a um ritmo inferior à média da Zona-Euro, cujo crescimento deverá cifrar-se em 2,6% em 2006, 2,1% em 2007 e 2,2% em 2008. Assiste-se, assim, a um contínuo de afastamento económico gradual e constante face aos restantes países da Zona-Euro. Esta situação assume proporções críticas, na medida em que, nos últimos cinco anos e em termos acumulados, o Investimento (FBCF) em Portugal decresceu cerca de 17% enquanto na União Europeia aumentou cerca de 12%.

No mesmo sentido, a componente do investimento em construção, no período de 2002 a 2006, registou uma redução média anual de 5,4%, em Portugal, enquanto que, na Zona-Euro, verificou-se no mesmo período um aumento médio anual de 1,3%. Acresce que para o próximo ano, não se prevê uma alteração do panorama, porquanto se prevê uma redução de cerca de 1,6%, do Investimento em Construção, que corresponderá ao 6.º ano consecutivo de quebra.

Deste modo, não surpreende que, o cenário apresentado pelo Inquérito Mensal à Construção, em Novembro, mantenha a tendência de agravamento da situação vivida pelas empresas de construção, e em especial no nível de actividade cuja variação, face ao período homólogo, apresenta uma redução de 7,7 pontos percentuais (p.p.).

Mais se refere, que consistentemente com as previsões da Comissão Europeia para 2007, assiste-se a uma degradação do nível da carteira de encomendas das empresas de construção, em especial no segmento das obras públicas onde se verifica uma redução de 19,8 pontos percentuais, face ao período homólogo.

No mercado de obras privadas, até Setembro de 2006, verificou-se uma redução do número total de licenças para construção concedidas pelas Câmaras Municipais de 10,7%, face ao período homólogo, situação comum a todas as regiões do país porquanto todas apresentaram variações negativas com destaque para as regiões da Madeira (-19%) e do Algarve (-16%). No que concerne, às licenças para a habitação emitidas verificou-se uma redução de 3,4% na construção nova e de 5,9% na reabilitação, face ao período homólogo.

Por ultimo, salienta-se que a quebra de produção e do investimento já provocou a perda de 71 mil postos de trabalho desde 2002, dos quais cerca de 3 mil durante o ano corrente. Acresce que, as perspectivas de criação de postos de trabalho, nos próximos 3 meses, das empresas que operam no mercado das obras públicas, caiu 5,3 pontos percentuais, em Novembro último, o que reforça a percepção que a redução de 11% dos postos de trabalho, verificada até ao momento, não foi suficiente para as empresas se ajustarem ao actual nível de produção do sector da construção.

Pode efectuar o dowload da conjuntura da AICCOPN, aqui.

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