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FEPICOP Anuncia crescimento em conferência de Imprensa


Para esta Federação os anos de crise que atingiram a Construção deverão ser, finalmente, ultrapassados em 2008, a avaliar pelos resultados apresentados em 2007, que já indiciavam alguns sinais de recuperação, afirmou Reis Campos, presidente da FEPICOP - Federação Construção, durante a conferência de imprensa para apresentar o balanço de 2007 e as primeiras previsões para 2008, para o Sector.


Assim, e depois das quedas registadas ao longo dos últimos seis anos, espera-se, para 2008, um crescimento da produção entre os 2,5 e os 4,5 por cento, que traduzirá o começo de um novo ciclo de crescimento na Construção, "absolutamente indispensável para Portugal retomar um processo de convergência e aproximação com os países mais desenvolvidos da União Europeia", afirmou Reis Campos.


Para esta evolução favorável do Sector irão contribuir, sobretudo, os segmentos dos edifícios não residenciais, para onde é esperado "um forte crescimento da actividade, entre 7,0 e 9,0 por cento", e da engenharia civil, para onde está previsto um aumento entre 4,0 a 6,0 por cento, muito assente no investimento privado - "o novo ciclo de expansão das infra-estruturas caracteriza-se por uma alteração significativa no modo de financiamento dos investimentos, com os privados a desempenharem o papel principal no financiamento, construção e exploração das infra-estruturas", referiu, na ocasião, Reis Campos. Já a habitação terá, ainda em 2008, uma contribuição muito modesta para a crescimento do Sector, prevendo-se que a sua produção varie entre -1,5 e +0,5 por cento, valores que revelam, segundo o presidente da FEPICOP, "as dificuldades ainda sentidas na economia portuguesa, as incertezas sobre a evolução da situação financeira das famílias e a falta de dinamismo do mercado de reabilitação".

Na sua intervenção, o Presidente da Federação lembrou, no entanto, que sem investimento não há crescimento, pelo que a expansão do Sector depende de um aumento do investimento, que será, na sua maioria, de natureza privada, e que depois se repercutirá no crescimento da economia. E, conclui Reis Campos, para que este investimento seja assegurado, o Governo deverá ter vontade política e ser eficiente na condução dos processos de condução de infra-estruturas; e empenhar-se na aprovação e licenciamento céleres dos PIN s.

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