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Aiccopn quer ver projectos concretizados em obras
O Sector da Construção tem todas as condições para iniciar em 2008 um novo ciclo de crescimento, algo que é não só essencial para reanimar uma actividade que nos últimos seis anos registou quebras significativas, como é também imprescindível para que a economia portuguesa retome o processo de convergência com os países mais desenvolvidos da União Europeia.

De facto, segundo enfatizou o Presidente da AICCOPN, Reis Campos, numa Conferência de Imprensa promovida pela Federação da Construção, a que também preside, para fazer o balanço de 2007 e perspectivar o ano em curso "parecem estar finalmente criadas as condições necessárias para que possamos vencer o défice de investimento que marcou os últimos anos e que tanto penalizou o nosso crescimento".

De acordo com a FEPICOP, para que Portugal possa crescer, em 2008, os 2% previstos pelo Governo, será necessário que o investimento aumente entre 3 a 4%. "E é isso que deverá acontecer, permitindo à economia portuguesa garantir um desenvolvimento sustentado, alicerçado num forte contributo da construção", defendeu Reis Campos.

As previsões então avançadas antecipavam um aumento de 2,5% da actividade do sector no corrente ano, o que seria decisivo para o crescimento da nossa economia. Mas para que isso aconteça, para que o sector inicie uma nova etapa de recuperação, é decisivo o papel do Estado, já que é a ele que compete criar as condições necessárias para relançar um novo ciclo de investimento.

Reconhecendo que no curto prazo terá de ser o investimento privado o grande suporte da economia - uma vez que na actual conjuntura o Estado não tem a necessária capacidade financeira - o Presidente da AICCOPN, afirma que será com especial atenção que acompanhará o cumprimento do plano de investimentos previsto para o período de 2008 a 2017, o qual totaliza mais de 40 mil milhões de euros para infra-estruturas de base, a que deverão juntar-se mais 12 mil milhões de projectos em áreas como o turismo, a reabilitação urbana e os centros comerciais.

"É fundamental que estes projectos arranquem, que deixem de ser uma promessa e se tornem realidade. E o facto é que apesar dos sucessivos anúncios feitos pelo Governo pouco ou nada se avançou em termos de concursos e adjudicações e, muito menos ainda em efectiva construção", salienta Reis Campos, relembrando que o primeiro trimestre de 2008 já está no fim.

Na Conferência de Imprensa, a FEPICOP não deixou de salientar que a viabilidade deste novo modelo económico depende da capacidade de o Estado criar um clima de confiança, pois só assim será possível aos operadores privados decidir com segurança. E isso obriga a que não só se conheçam as obras que o Estado quer, efectivamente, concretizar mas, de igual modo, qual o calendário estabelecido para as mesmas.

"A economia do País não se compadece com mais indefinições, indecisões e recuos. Esta é a hora de tomar decisões", sustentou Reis Campos, defendendo que Portugal precisa de "um plano de investimentos claro, robusto e sustentável a médio prazo, que contribua para o crescimento económico imediato e seja capaz de garantir condições de desenvolvimento, na competitiva economia global em que nos inserimos. Esse é o desafio que o Governo tem pela frente, pois só assim será possível mobilizar os necessários recursos privados imprescindíveis para financiar projectos de natureza pública, sejam eles aeroportos, ferrovias, barragens, portos, estradas ou outras infra-estruturas".

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