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Conjuntura FEPICOP - Julho
A economia nacional voltou a desapontar no 1.º trimestre de 2008, com o Produto Interno Bruto (PIB) a crescer apenas 0,9%, o que traduz uma forte desaceleração face ao crescimento de 1,8% verificado no trimestre anterior. Esta contracção é justificada com a diminuição do investimento e das exportações no período de análise, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística. Efectivamente, o investimento passou de uma variação homóloga de 8,8% no quarto trimestre de 2007 para 4,4% nos primeiros três meses de 2008, sendo que a componente do Investimento em Construção foi a que mais condicionou a evolução do investimento neste último período, registando uma diminuição de 3,9% face ao período homólogo, o que compara com um aumento de 6,1% no trimestre anterior.


Este cenário de abrandamento é corroborado pela evolução da produção do sector, medida pelo Índice de Produção FEPICOP a qual desde Fevereiro vem revelando uma trajectória descendente até atingir em Maio uma variação negativa de -3,8% em termos homólogos trimestrais. O segmento que mais contribui para a actual redução da produção é o residencial que representa 42% do Sector e cujo índice respectivo apresentou, em Maio, uma variação de -8,9%, face ao período homólogo, vivendo o sétimo ano consecutivo de crise.

Esta crise no imobiliário é um reflexo do novo adiamento da saída da crise estrutural que o país atravessa e que está a afectar fortemente as famílias devido ao aumento das taxas de juro e da inflação que reduziram a capacidade de contracção de novos créditos imobiliários.

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