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FEPICOP

Num momento em que ressurge o debate público em torno dos investimentos em infra-estruturas, entendeu a FEPICOP - Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas fazer um levantamento sobre os investimentos previstos, contribuindo dessa forma para um maior esclarecimento sobre matérias que são decisivas para o desenvolvimento e para a competitividade do país. Com o estudo que agora torna público sobre as diferentes infra-estruturas que estão previstas para o período de 2008-2017, o investimento previsto para cada um dos projectos, bem como a natureza de cada um deles, a Federação da Construção espera contribuir para que a discussão se centre em torno do essencial, ou seja, da necessidade de rapidamente criar as condições para que o país entre novamente numa rota de crescimento económico, dinâmico e sustentável. O investimento em infra-estruturas é, simultaneamente, uma necessidade que limita o potencial de crescimento do país e uma oportunidade que é preciso agarrar. Os apoios previstos no QREN no âmbito da valorização do território e as intenções de investimento dos privados precisam ser rapidamente concretizados. O investimento em infra-estruturas não é uma alternativa aos investimentos em educação, formação, tecnologia, ou ao apoio social às populações carenciadas, mas sim um complemento necessário destes. A qualificação do território, a protecção do ambiente, ou o desenvolvimento de energias alternativas são variáveis das quais depende o nosso futuro. Um futuro que não pode continuar a ser adiado. Convém, também, referir que uma boa parte dos projectos - que alguns criticam mas que poucos conhecem - não implicam, sequer, o investimento de capitais públicos. Exigem, isso sim, um Estado credível, capaz de decidir e de o fazer com celeridade. O trabalho de recolha e sistematização dos grandes investimentos anunciados para os próximos anos feito pela FEPICOP e que se anexa, inclui os projectos de infra-estruturas de base em áreas como transportes, energia, água, ambiente, hospitais, tribunais e escolas, entre outras, mas também os investimentos de natureza totalmente privada que estão anunciados em sectores como o turismo, comércio e reabilitação urbana. O investimento total previsto ascende a 56 mil milhões de euros. Se este programa muito amplo for concretizado, pode ter um impacto superior a um terço do PIB nacional, permitindo um reforço de crescimento na ordem dos 3,5 pontos percentuais do PIB nos próximos 9 anos. O País não pode estar constantemente a colocar tudo em causa. Esse tem sido um dos nossos problemas e um dos factores que mais têm atrasado o nosso desenvolvimento. Se todos os projectos que estão previstos e que constam do levantamento feito pela FEPICOP forem concretizados, Portugal será certamente, em 2017, um país melhor, mais moderno e desenvolvido, capaz de oferecer melhores condições de vida aos seus cidadãos e de ser mais competitivo na Europa e no Mundo.

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