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FEPICOP Considera Decisivo Investir em Infra-Estruturas
Com o debate público em torno dos investimentos em infra-estruturas novamente na ordem do dia, considerou a FEPICOP - Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas ser oportuno fazer um levantamento, o mais exaustivo possível, sobre os investimentos que estão previstos, contribuindo dessa forma para um maior esclarecimento geral sobre matérias que são decisivas para o desenvolvimento e para a competitividade do país.

Lembrando que a falta de infra-estruturas penaliza o país, limitando o seu potencial de crescimento, Reis Campos defende que os investimentos previstos são uma oportunidade que não pode ser desperdiçada já que geram riqueza e emprego, criando ainda condições para aumentar a competitividade nacional.

A Federação sublinha mesmo que é imperativo concretizar rapidamente a agenda de valorização do território do QREN - Quadro de Referência Estratégica Nacional e criar todas as condições para que as intenções de investimento dos privados se transformem em realidade.

Realçando que o investimento em infra-estruturas não é uma alternativa aos investimentos em educação, formação, tecnologia, ou ao apoio social às populações carenciadas, mas sim um complemento necessário destes, Reis Campos lembra que a qualificação do território, a protecção do ambiente ou o desenvolvimento de energias alternativas são variáveis das quais depende o nosso futuro. Um futuro que, lembra, não pode continuar a ser adiado.

Um facto que, de acordo com o Presidente da Federação da Construção, merece ser destacado é o de uma boa parte dos projectos - que muitos criticam mas poucos conhecem - não implicar, sequer, o investimento de capitais públicos, exigindo apenas um Estado credível, capaz de decidir e de o fazer com celeridade.

O trabalho de recolha e sistematização dos grandes investimentos anunciados para os próximos anos feito pela FEPICOP inclui os projectos de infra-estruturas de base em áreas como transportes, energia, água, ambiente, hospitais, tribunais e escolas, entre outras, mas também os investimentos de natureza totalmente privada que estão anunciados em sectores como o turismo, comércio e reabilitação urbana.

O investimento total previsto ascende a 56 mil milhões de euros. Se este programa, muito amplo, for concretizado, pode ter um impacto superior a um terço do PIB nacional, permitindo um reforço de crescimento na ordem dos 3,5 pontos percentuais do PIB nos próximos 9 anos.

Para Reis Campos o país não pode estar constantemente a colocar tudo em causa. Esse tem sido um dos nossos problemas e um dos factores que mais têm atrasado o nosso desenvolvimento. Se todos os projectos que estão anunciados forem concretizados, Portugal será certamente, em 2017, um país melhor, mais moderno e desenvolvido, capaz de oferecer melhores condições de vida aos seus cidadãos e de ser mais competitivo na Europa e no Mundo.

Segundo Reis Campos, Presidente da Federação da Construção, o estudo efectuado pela FEPICOP sobre as diferentes infra-estruturas que estão previstas para o período de 2008-2017, inclui o investimento previsto para cada um dos projectos e especifica, também, a natureza dos mesmos, o que deverá permitir fazer com que a discussão se centre em torno do essencial, isto é, da necessidade de criar as condições para que o país entre rapidamente numa nova rota de crescimento económico, dinâmico e sustentável.

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