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Conjuntura da Construção - Agosto


Ao longo de 2008 tem vindo a acentuar-se a quebra do nível de actividade na construção residencial, ao contrário do que se vai verificando nos restantes segmentos de actividade. O resultado agregado desses diferentes ritmos tem sido a evolução global negativa do sector da Construção.

Conhecendo-se os condicionalismos que o imobiliário enfrenta actualmente um pouco por toda a parte, em Portugal enfrenta ainda maiores dificuldades, desde logo porque já partiu de uma posição fragilizada e, depois, porque está rodeado de um enquadramento negativo, designadamente do ponto de vista regulamentar e, mesmo, social.

Uma tal situação num Sector tão relevante, exigia do Governo uma resposta decidida e esclarecida. De facto, assiste-se em outros países à adopção de medidas de excepção tendo em vista a correcção de situações excepcionalmente negativas.

Mas em Portugal, pelo contrário, prima-se pela escassez de medidas concretas e eficazes, designadamente nos domínios da reabilitação urbana e do arrendamento e, pior, vive-se um ambiente de hostilidade em relação a um Sector acusado de todas as desgraças nacionais, esquecendo-se o contributo que ele representa para o bem estar das populações e o papel decisivo que pode ter na recuperação económica global, cujo início nos surge cada vez mais difícil e adiado.

Estando a Habitação em quebra de produção contínua desde há vários anos, salva-se a componente não residencial do Imobiliário que tem vindo a constituir o lado positivo deste mercado. Por outro lado, esperava-se que se desse, finalmente este ano, o arranque da Engenharia Civil que lhe permitisse ritmos de crescimento robustos, cujo efeito de arrastamento poderia constituir o tónico poderoso de que a nossa economia tanto carece.

Mas a eterna incapacidade de transformar a retórica na definição de um rumo e, depois, segui-lo efectivamente, está, mais uma vez, a impedir a afirmação de uma recuperação económica consistente. Assim e não obstante a tendência positiva registada, quer pelas promoções, quer pelas adjudicações de concursos públicos, continuam a observar-se sinais de alguma indecisão na concretização dos projectos de que o País carece e que estão previstos na estratégia apontada pelo Governo.

Nestas circunstâncias, transcorridos sete meses do ano que se esperava fosse o da recuperação, o indicador de confiança da FEPICOP continua a revelar uma tendência de evolução cada vez menos favorável e reflectindo uma apreciação mais negativa das perspectivas de produção. Refira-se, contudo, que no mercado das Obras Públicas a concorrência dá sinais de abrandamento, fruto do acréscimo de concursos públicos.

Mas outro sinal negativo e que confirma o período difícil que a Construção atravessa, é o do desemprego no Sector, medido pelo consistente acréscimo do número de desempregados inscritos nos Centros de Emprego.

Por fim, esta evolução, globalmente negativa, é confirmada pelos indicadores FEPICOP que mantêm um andamento inexpressivo, mas negativo, não obstante os contributos mais favoráveis aqui referenciados nos segmentos do não residencial e da engenharia civil.

Para aceder à conjuntura na sua globalidade, clique aqui.
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