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AICCOPN Reafirma Aposta na Formação Profissional


"As novas realidades do mercado exigem uma permanente aposta das empresas na inovação e em processos construtivos tecnologicamente mais avançados, o que só é possível com uma forte e crescente aposta na formação profissional dos trabalhadores". Esta foi uma das preocupações evidenciada por Reis Campos, presidente da AICCOPN - Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas, durante a cerimónia de assinatura de Acordos de Entendimento entre o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e diferentes associações empresariais e sindicais do País que com ele repartem a gestão de 12 Centros de Formação Protocolares.

O Presidente da AICCOPN teve oportunidade de destacar a importância da formação profissional e da gestão participada, citando o exemplo do CICCOPN, o Centro da Indústria da Construção, no qual aquela cerimónia foi realizada e que, com 27 anos de existência, "tem sabido afirmar-se como um centro de excelência capaz de garantir às empresas de construção parte dos recursos humanos de que estas necessitam para a sua actividade".

Lembrando que para a AICCOPN a formação tem sido sempre uma preocupação central, esclareceu que a criação dos Centros Protocolares "veio suprir carências evidentes do ensino tradicional", numa altura em que "as empresas se confrontavam com a necessidade de operários e técnicos especializados nas mais diferentes áreas".

Depois de referir que os resultados alcançados provam o êxito da aposta neste tipo de formação, o Presidente da AICCOPN evidenciou a taxa de empregabilidade dos jovens daí oriundos e revelou que, no caso particular do CICCOPN, as solicitações excedem em muito a capacidade de resposta do Centro.

Destacando que ao longo de 27 anos passaram pelo Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção cerca de 100 mil formandos, o que corresponde a um volume de mais de 15 milhões de horas de formação, Reis Campos defendeu a necessidade de "aproveitar a experiência e capacidades acumuladas ao longo deste tempo para cativar ainda mais jovens para um tipo de formação que garante emprego, em alternativa a outros que, infelizmente, vão formando mais desempregados".

Depois de considerar que o País continua a necessitar de mão-de-obra com a formação necessária em inúmeras especialidades, nomeadamente para o sector da construção, o Presidente da AICCOPN defendeu que "os Centros de Gestão Participada são a melhor forma de assegurar uma efectiva ligação da formação profissional às necessidades das empresas", realçando que o "CICCOPN tem procurado que os cursos que ministra sejam aqueles que têm procura por parte das empresas, num sector que representa cerca de 11% do emprego total do País".

"E para que assim seja, a participação das associações empresariais é fundamental, dado que são elas que melhor conhecem o mercado de trabalho", referiu Reis Campos, que defendeu a necessidade de se preservar o modelo que presidiu à criação dos Centros Protocolares, designadamente no que respeita aos princípios de gestão participada.

Considerando o CICCOPN e demais Centros de Gestão Participada instrumentos da maior relevância na qualificação dos portugueses, o Presidente da AICCOPN deixou claro que a par do reforço das competências dos trabalhadores que estão no activo, "é crucial captar o interesse dos jovens para este desafio".

É por isso que, para a AICCOPN, o Centro de Formação continuará sempre a ser uma aposta para o futuro. "A importância da formação profissional para o crescimento da economia e para o desenvolvimento do País assim o exigem", concluiu.

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