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Parcerias Público-Privadas em Debate na AICCOPN
Sublinhando que os grandes investimentos, públicos e privados, previstos para os próximos nove anos representam um montante global de 56 mil milhões de euros, Reis Campos deixou claro que os mesmos são vitais para o País. No âmbito do seminário sobre "Financiamento de Infra-estruturas - Parcerias-Público Privadas/Project Finance" que a AICCOPN - Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas organizou no dia 17 de Novembro, no seu Auditório, no Porto, o Presidente da Associação referiu que, num momento em que se discute a disponibilidade de recursos financeiros "as Parcerias-Público Privadas (PPP) podem permitir projectos com mais qualidade e uma maior eficiência na sua gestão".

Depois de reafirmar a capacidade das empresas portuguesas de construção, Reis Campos destacou que, sem prejuízo da aposta permanente na conquista de novos mercados e na diversificação, estratégias adoptadas pelas empresas como resposta à crise, "é tempo de se criarem condições no mercado interno para o sector iniciar a tão necessária retoma".

Intervindo na Sessão de Abertura, presidida pelo Secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas e das Comunicações, Paulo Campos, na qual participou também o Vice-Presidente do Banco Europeu de Investimento, Carlos Costa, o Presidente da AICCOPN considerou que as PPP podem garantir maior eficácia no desenvolvimento dos projectos, viabilizando o seu financiamento, "o que torna esta figura cada vez mais utilizada, sobretudo pelos nossos parceiros comunitários".

Depois de defender a importância de sensibilizar a generalidade das empresas para a temática das PPP, as quais constituem "oportunidades que devem ser exploradas em conjunto pelo sector da construção e pelas entidades públicas", Reis Campos lembrou que não é apenas a administração central que se debate com dificuldades orçamentais, estendendo-se estas, às vezes até em maior dimensão, a muitas autarquias. Neste sentido, o Presidente da AICCOPN concluiu que este modelo de contratação não deve ficar resumido aos grandes projectos e chamou mesmo a atenção para alguns exemplos de parcerias entre autarquias e empresas de construção para projectos de interesse local.

Para o Presidente da AICCOPN, há obras de menor dimensão que não avançam por falta de verbas, mas que são igualmente importantes para suprir diversas carências e que podiam ser concretizadas através das PPP, dinamizando a economia e o emprego. Algo que, aliás, foi evidenciado durante o debate do último painel do seminário em que autarcas, construtores e técnicos analisaram as diferentes formas de financiar projectos de interesse local.

O Seminário que contou, também, com a participação de administradores das empresas responsáveis pelos grandes projectos de infra-estruturas (NAER - Novo Aeroporto de Lisboa, RAVE - Rede de Alta Velocidade e Estradas de Portugal), visou, sobretudo, a discussão de estratégias que permitam atenuar a grave crise que afecta a construção. "Não é só o Sector da Construção que está em causa, mas sobretudo o próprio desenvolvimento sustentado do nosso País. Pela dinâmica económica e empresarial a que darão lugar e para a manutenção dos cerca de 600 mil empregos que, de forma directa, assegura, os investimentos anunciados são essenciais para Portugal", alertou o líder associativo.

"Potenciar a força de um tecido empresarial que demonstra diariamente que é capaz de resistir às adversidades é fundamental para o crescimento do País e é esse o caminho que a AICCOPN defende e que as empresas de construção necessitam", concluiu Reis Campos.

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