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FEPICOP - Conjuntura de Dezembro
Os resultados das Contas Nacionais Trimestrais (CNT) recentemente divulgados pelo INE traduzem um forte abrandamento da actividade no terceiro trimestre de 2008, tanto em termos nacionais como no sector da construção. A variável macroeconómica Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) que, no primeiro trimestre do ano, havia registado uma variação positiva de 3.7%, passou, no terceiro trimestre, a ser negativa (-1,4%), traduzindo as repercussões inevitáveis da crise financeira que tão fortemente se fizeram sentir neste último trimestre e que conduziram a uma forte contracção do investimento. Representando o investimento em construção cerca de 50% do investimento total, as consequências da crise teriam inevitavelmente que se fazer sentir com intensidade nas actividades deste Sector, caindo a FBCF em Construção, no terceiro trimestre de 2008, quase 5% face ao período homólogo.

Tendo em consideração o comportamento de muitos dos indicadores representativos da conjuntura da construção em Outubro e Novembro, tudo leva a crer que, no quarto trimestre do ano, não se alterarão em substância as evoluções apuradas, isto é, não são previsíveis alterações de fundo das perspectivas enunciadas para a economia portuguesa em 2008.

Na realidade, até ao final de Novembro de 2008, acentuaram-se as quebras de produção do segmento residencial, o qual, em termos acumulados, regista um decréscimo de 8.6% face aos mesmos onze meses de 2007, segmento que, pelo seu peso na produção, contribui para o decréscimo de quase 1% da produção sectorial no mesmo período. Esta variação negativa só não se revela mais grave devido ao esforço de algum investimento público realizado em onze meses de 2008, via adjudicação de concursos de empreitadas, que tem originado níveis de produção de obras de engenharia civil superiores aos observados em 2007, isto para além da produção de edifícios não residenciais, resultante de um bom ritmo de licenciamento ainda registado em 2007.

No entanto, acaso não se adjudique em 2009 o volume de obras públicas que tem sido lançado em 2008, dificilmente os níveis de produção do Sector poderão ser melhores que os observados no terceiro trimestre de 2008.

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