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FEPICOP - Conjuntura de Janeiro
O Índice de produção global do sector, mensalmente apurado pela FEPICOP registou no ano de 2008 um decréscimo de 1.1%, depois de em 2007 ter registado uma variação, também, negativa de 2.2%, o que traduz, com maior intensidade que o previsto, as repercussões de uma crise financeira internacional e nacional que, espera-se, se atenue ao longo de 2009. Na realidade, tendo a FEPICOP avançado há cerca de um ano que o exercício findo poderia constituir um período de crescimento sectorial, caso se concretizassem os investimentos programados, constata-se agora que, afinal, o volume de produção terá ficado aquém de 2007, sendo um ano mais que se adiciona à sucessão de quebras de produção do Sector. Contudo, tendo presentes as medidas já avançadas, em termos europeus e nacionais, para colmatar os efeitos da crise nas economias nacionais, as quais assentam num relançamento das actividades de construção, a FEPICOP admite que 2009 possa ser melhor que 2008.

Da informação sectorial já disponibilizada, a FEPICOP conclui que foram os crescimentos registados no segmento da engenharia civil e no da construção de edifícios não residenciais os que contribuíram para atenuar o efeito da forte quebra que se verificou nos segmento da habitação (8,0%, o segundo pior resultado desde o início da crise em 2002), de tal forma que o decréscimo do índice de produção global do Sector em 2008 apenas se ficou em 1.1%. Na realidade, situando-se a área licenciada para a construção de edifícios residenciais em menos 23% no final de 2008, níveis jamais apurados, esperar-se-iam quebras de produção globais mais acentuadas, o que não aconteceu devido ao bom desempenho dos segmentos da engenharia civil e dos edifícios não residenciais, os quais registaram acréscimos de produção no ano findo.

Também a evolução de indicadores representativos do tecido empresarial foram revelando, ao longo de 2008, não só uma degradação das expectativas formuladas, como o intensificar de dificuldades, sobretudo financeiras, terminando a evolução anual do índice representativo da situação financeira em menos 6.2% quando, no final de 2007, havia sido positiva.

Em termos de expectativas de actividade dos parceiros europeus do sector da construção, constata a FEPICOP que, as mesmas, se foram degradando fortemente ao longo de 2008, sobretudo nos últimos meses do ano, de tal forma que as evoluções dos indicadores qualitativos se apresentaram mais negativas que as dos empresários nacionais, tanto no que respeita à confiança, como à carteira de encomendas e ás expectativas de emprego.

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