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Conjuntura Junho
A recente publicação das contas nacionais trimestrais referentes ao 1.º trimestre de 2009, não veio acrescentar factos novos ao diagnóstico que a FEPICOP tem vindo a efectuar mas, ainda assim, não deixou de surpreender pela magnitude das quedas registadas. Os dados apontam para a maior queda homóloga do PIB (-3,7%) dos últimos 40 anos, a que correspondeu uma contracção do investimento de cerca de 20%. Na Construção, e após 7 anos consecutivos de crise, a quebra do Investimento atingiu os 15% e o VAB do Sector apresentou a redução mais significativa de entre todos os ramos de actividade, com uma queda homóloga de 13,4%.

A evolução mais recente de alguns indicadores indirectos de actividade aponta para alguma redução do ritmo de queda do sector no 2º trimestre do ano, mas com quebras ainda muito significativas como é exemplo o consumo de cimento no mercado nacional que, em Abril, registou uma redução de 14,9% face a igual mês de 2008, uma quebra bem menos significativa do que a queda homóloga de 23,4% observada em Fevereiro.

O índice de Produção FEPICOP do Sector da Construção, em Maio, assinala uma estabilização mas que resulta de duas realidades completamente opostas. Enquanto no segmento da Engenharia Civil se assiste a uma subida superior a 10% no índice de produção respectivo, no segmento Residencial, responsável por cerca de 60% do emprego do sector, continua a verificar-se um dramático agravamento da crise com quebras homólogas no índice de produção e da carteira de encomendas de cerca de 20% e de 40%, respectivamente.

Salienta-se ainda que em Abril, o número de desempregados oriundos do sector da Construção inscritos nos centros de emprego do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) era superior em 23 mil ao registado no ano anterior. Na realidade, 1 em cada 5 novos desempregados inscritos provém do sector da Construção, um valor extremamente preocupante, sabendo que o Sector é o maior empregador privado nacional, assegurando 11% do emprego total do país.

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