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País não Pode parar à espera das Eleições
"Portugal não pode continuar a ser gerido aos solavancos, sem rumo e sem credibilidade. Se há dúvidas e divergências quanto à importância que algumas obras terão para o País, então que avancem imediatamente aquelas que são consensuais", defende Reis Campos, Presidente da AICCOPN - Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas.

Considerando que cabe ao Governo "estudar, planear e decidir" e aos construtores "executar o que for decidido", o dirigente associativo não faz escolhas sobre as obras que devem avançar mas lembra que o Sector não pode continuar a viver com permanentes avanços e recuos, que têm enormes custos para as empresas, para os trabalhadores e para o País.

"Enquanto se vai discutindo se um determinado projecto deve avançar e essa indecisão condiciona toda uma série de outras obras, as empresas vão fechando e o número de desempregados oriundos do Sector não pára de crescer", sustenta, considerando que falta credibilidade ao processo de decisão política e que é tempo de o País definir, de uma vez por todas, o rumo que pretende seguir.

Lembrando que já foram gastos 92 milhões de euros em estudos sobre a alta velocidade ferroviária, "uma verba que se aproxima, por exemplo, dos 96 milhões que serão gastos no Polis da Ria de Aveiro, que abrange 11 municípios", Reis Campos teme que o País continue a desperdiçar recursos para estudar o que já foi estudado e a protelar decisões que são fundamentais para o futuro de Portugal e para o combate à crise.

"Não me compete pronunciar nem a favor nem contra os grandes projectos que tanta discussão têm provocado. Mas é preciso ter consciência que falar de construção é falar de crescimento económico e de um grande volume de emprego, questão que, sobretudo neste momento, deveria ser fundamental", diz o Presidente da AICCOPN, sublinhando de imediato que "enquanto a Europa aposta na construção para combater a crise, Portugal decide não decidir e fica parado à espera do que vai dar a disputa eleitoral".

Reafirmando que é chegada a hora de em Portugal se perceber que há um tempo para os projectos serem estudados, debatidos e consensualizados e que há um outro tempo que é o da decisão e da execução, Reis Campos afirma que as empresas de construção não podem andar sistematicamente a suportar os custos de programar a sua actividade com base em planos de obras que nunca são cumpridos.

"Não podemos continuar a viver nesta permanente indefinição. Os construtores precisam de saber com o que podem contar e precisam rapidamente do arranque de obras consideradas essenciais para o País e para poderem manter as empresas em actividade e preservarem os postos de trabalho. Portugal não pode correr o risco de gastar em apoios sociais o que não investe no seu desenvolvimento", sublinha o líder da AICCOPN, lembrando que as carências de infra-estruturas se fazem sentir um pouco por todo o território nacional e que há muitas áreas em que é urgente investir, "facto que é reconhecido por todos os partidos políticos representados no Parlamento que, independentemente das polémicas em torno das obras, têm manifestado a necessidade de reforçar o investimento público".

" A construção é vital para combater a crise e para recolocar Portugal no caminho do crescimento económico", conclui Reis Campos, para quem o período pré-eleitoral não pode colocar em causa as obras de que o País precisa, já que isso teria enormes custos para a economia nacional, para as empresas e para o emprego.

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