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Conjuntura FEPICOP - Julho
Após um primeiro trimestre do ano em que o desempenho do sector da Construção foi muito negativo, com quebras acentuadas da produção na generalidade dos seus segmentos, assistiu-se, nos três meses seguintes, a um atenuar dessa tendência desfavorável.

Com efeito, alguns indicadores começaram a apontar, a partir de Abril, para uma situação já menos negativa, como é o caso das expectativas dos empresários, que, tendo vindo a degradar-se continuamente desde o terceiro trimestre de 2008, inverteram a tendência no segundo trimestre deste ano. Um dos principais contributos para esta melhoria é, sem dúvida, a expansão das encomendas públicas dirigidas ao Sector, quer a nível de trabalhos de engenharia civil, quer no que respeita a intervenções a efectuar num vasto número de edifícios públicos. Pelo contrário, a contínua diminuição da procura dirigida aos segmentos da construção de habitação e de edifícios não residenciais privados, tem vindo a determinar o abrandamento dos seus ritmos de produção.

Assim, é clara a diferença de comportamento observado pelos diversos segmentos de actividade da Construção. Na verdade, enquanto a construção de edifícios residenciais e de não residenciais privados mantêm uma tendência de retracção do seu volume de produção, o que aliás é reflectido no andamento negativo dos respectivos indicadores de produção FEPICOP, a construção de edifícios não residenciais públicos e o segmento das obras de engenharia civil revelam um comportamento inverso, igualmente indiciado pelo dinamismo dos indicadores de produção FEPICOP que lhes estão associados.


No entanto, em termos globais, a Construção continua a viver tempos difíceis, com a generalidade dos indicadores a apontarem para uma retracção do seu volume de produção durante o primeiro semestre do ano corrente. É o caso do consumo de cimento (-17%, até Junho) e da evolução preocupante do número de desempregados oriundos do sector da Construção e inscritos nos centros de emprego do IEFP, que atingiu os 61 mil no final de Maio. Só nesse mês, mais de 36% dos novos 14,8 mil desempregados que se inscreveram nos centros de emprego eram oriundos do sector da Construção.

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