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Investimentos
A AICCOPN considera inaceitável que o País continue a discutir obras há muito decididas e a ser gerido em função de aritméticas eleitorais.

Defende que não faz sentido andar anos a estudar, debater, planear e decidir para, depois, tudo isso vir a ser posto em causa na altura de executar e construir o que foi decidido.

Lembrando que o Sector da Construção está a viver uma crise que teve o seu início em 2002 e que representa já uma quebra acumulada de actividade de 25%, a Associação diz que a ausência de obras está a provocar o desaparecimento de muitas empresas e a aumentar de forma acentuada o número de desempregados oriundos do sector, com as consequências inerentes para as contas públicas, que deixam de cobrar impostos e têm de suportar mais gastos com subsídios de desemprego e outros apoios sociais.

Só no primeiro trimestre de 2009, face aos 553 mil trabalhadores registados no final de 2008, houve uma redução de 39.875 efectivos na construção, o que significa que desde o início da crise no sector, em 2002, já se perderam 108.600 empregos.

Salientando que foram criadas expectativas não cumpridas às empresas de construção, a AICCOPN critica a falta de credibilidade instalada nos processos de decisão política, geradora de permanente indefinição e de inúmeras ineficiências que têm um enorme custo para o País, que se mostra incapaz de planear e executar o que foi planeado.

Neste contexto, a AICCOPN considera essencial que, havendo divergências impeditivas do arranque de alguns grandes projectos, avancem obras de menor dimensão que são essenciais e merecem um consenso mais amplo, casos da reabilitação urbana, dos novos hospitais, barragens e outros investimentos na área das energias renováveis, as estradas previstas no Plano Rodoviário Nacional, a recuperação de edifícios públicos e os novos tribunais, para dar apenas alguns exemplos.

Considerando incompreensível que a taxa de execução da Agenda de Valorização do território do QREN, até 30 de Junho de 2009, seja de apenas 1,7% de um total de 22,9 mil milhões de euros destinados ao investimento em construção, isto numa altura em que o País necessita de obras para gerar emprego e combater a crise económica, a AICCOPN conclui dizendo que não basta anunciar e discutir algumas obras, é preciso executar.

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