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Conjuntura - Setembro


A forte quebra na procura de habitação explica, segundo a FEPICOP - Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas, a diminuição da sua produção, comprovada pelo número de fogos novos licenciados no primeiro semestre do ano, que caiu para metade, face ao mesmo período de 2008.


No que respeita ao segmento não residencial, a evolução é idêntica, com a área licenciada a apresentar uma redução homóloga de 30,4 por cento, durante os primeiros sete meses do corrente ano, devido às quebras significativas registadas na construção de edifícios para transportes (-84,0 por cento) e para turismo (-51,0 por cento).


A excepção está nas obras públicas, tendo as adjudicações aumentado 146,0 por cento até final de Agosto, totalizando 1,7 mil milhões de euros.


Não é assim de admirar que os empresários que exercem a sua actividade neste segmento de mercado sejam os que se manifestam menos pessimistas quanto à evolução futura das suas empresas, acreditando que o pior já passou. Na realidade, a carteira de encomendas destas empresas, medida em meses de produção assegurada, foi em Agosto e pelo segundo mês consecutivo superior àquela apurada para o segmento residencial, que tradicionalmente é a mais alargada. As obras públicas são, assim, o segmento da Construção que apresenta as melhores perspectivas de evolução no curto prazo, mesmo em termos de emprego.
No entanto, e a nível global para o Sector, a previsão é para a manutenção da subida do número de desempregados, pelo menos a curto prazo, em consequência do abrandamento do ritmo de actividade das empresas que as obriga a libertar trabalhadores. Note-se que, no final do primeiro semestre do ano, o número de desempregados oriundos da Construção era de 58.100, traduzindo um acréscimo de 77,3 por cento face ao mesmo período de 2008 e representando 13,0 por total do total nacional.



Pode ler a nota de conjuntura de Setembro da FEPICOP na íntegra, aqui.

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