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CPCI Recebida pelo Presidente da República


O actual contexto económico, financeiro, político e social do País, com destaque para a situação vivida pelo sector da construção e do imobiliário, dominou a audiência concedida no dia 25 de Maio pelo Presidente da República, Cavaco Silva, à CPCI - Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário.

No encontro, que serviu também para a apresentação institucional da Confederação à primeira figura do Estado português, Reis Campos, Presidente da Direcção, destacou, desde logo, a sua ampla representatividade, já que reúne praticamente todas as associações empresariais das diferentes actividades que constituem a fileira da construção e do imobiliário.

Na caracterização da CPCI, o dirigente referiu, também, o peso social e económico da construção e do imobiliário, lembrando que o sector é responsável por 18% do PIB e por metade do investimento nacional (49,7%), assegurando cerca de 820.000 postos de trabalho (15,8% do emprego total) e integrando 20% das empresas existentes em Portugal, isto é, 220.000 empresas em actividade.

O Presidente da Confederação teve ainda oportunidade de informar o Chefe de Estado sobre a preocupante realidade que as empresas do Sector enfrentam, a qual não decorre unicamente da crise global que afectou o País, remontando já a 2002, ano em que se iniciou um longo caminho descendente que nos últimos oito anos se traduziu numa quebra de actividade acumulada de 31%. Uma realidade que teve consequências directas para todos os agentes económicos que integram esta fileira, mas também com efeitos preocupantes para o emprego do sector que neste período já perdeu cerca de 140 mil trabalhadores.

Reis Campos transmitiu também ao Presidente da República que a CPCI tem plena consciência do actual quadro conjuntural e, sobretudo, do importante papel que, neste contexto, as empresas da fileira poderão desempenhar em resposta aos desafios colocados pelo desenvolvimento económico e social de Portugal, num quadro competitivo cada vez mais exigente à escala mundial.

Depois de referir que a Confederação entende que a recuperação das finanças públicas tem de ser conseguida, também, através do crescimento económico, o Presidente da CPCI procurou sensibilizar o Presidente da República para a importância de se acelerarem projectos essenciais para o País, como os investimentos de proximidade, já que estes podem beneficiar de uma elevada comparticipação dos fundos comunitários, exigem um reduzido investimento do Estado e são fundamentais para se atingirem novos níveis de desenvolvimento, necessários para o País criar emprego e sair da crise.

Projectos como a renovação das escolas, hospitais, edifícios ligados à justiça e à segurança, a água e ambiente, as energias renováveis, a conservação e modernização das redes rodoviária e ferroviária, os portos, a logística e a reabilitação urbana, uma actividade de mão-de-obra intensiva, transversal a todas as actividades da fileira, são algumas das áreas em que a CPCI acredita que é necessário avançar de imediato e que podem assegurar um rápido retorno dos investimentos. Se assim for, "estaremos, a contribuir para dinamizar muitas indústrias portuguesas de bens transaccionáveis e a apoiar, dessa forma, o necessário reequilíbrio das contas públicas", referiu.

"É preciso ter consciência que, "para além do emprego directo e indirecto gerado, a esmagadora maioria dos materiais utilizados é de origem nacional, bem como toda a cadeia de valor da construção e do imobiliário, que é o maior empregador do País."

Assim, à semelhança do que acontece na Europa e no Mundo, é indiscutível que é pelas empresas de construção e do imobiliário, que terá de passar a retoma da economia portuguesa". Com efeito, estas "são geradoras de riqueza, asseguram emprego e promovem o investimento privado, nacional e estrangeiro, que é essencial captar", concluiu o Presidente da Confederação.

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