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Conjuntura Janeiro de 2011

Da avaliação dos resultados do inquérito mensal à actividade realizado pela FEPICOP em colaboração com a União Europeia, constata-se que o saldo de respostas extremas apurado para a carteira de encomendas atinge, no final de 2010, um mínimo que jamais se tinha verificado desde o início da série, que remonta a Janeiro de 2000. De facto, ao apurar-se uma variação anual de menos 21.7% nos saldos relativos às carteiras de encomendas face a 2009, significa que, ao longo de 2010, foi crescente o número de empresários que traduziram sistematicamente quebras de encomendas em carteira, terminando o ano com um decréscimo nunca antes apurado.

Também a evolução anual do indicador de confiança, ao atingir uma variação negativa de 12.7%, traduz ter sido o pessimismo empresarial em 2010 uma constante, principalmente resultante da forte redução de encomendas em carteira. Igualmente se foi degradando, ao longo de 2010, a variação dos saldos relativos às opiniões sobre a situação financeira das empresas, variação que passou de menos 3.6% em 2009, para menos 7.6% no final de 2010, reflectindo as dificuldades porque as empresas passaram em 2010.

Sem encomendas que garantam níveis razoáveis de produção, são postos de trabalho que se vão extinguindo, atingindo já 69 313 o número de desempregados inscritos até ao final de Novembro de 2010 nos Centros de Emprego que serão oriundos do sector da construção, número que representa cerca de 14% do total de desempregados inscritos, o mais elevado de todos os sectores de actividade.

Os níveis de produção do sector terão registado, em 2010, um decréscimo bastante acentuado, em resultado das fortes quebras de produção, não apenas da habitação mas, também, das obras de engenharia civil e do segmento de edifícios não residenciais.


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