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Microprodução de Energia


Foi publicada no Diário da República, 1.ª série, n.º 47, o Decreto-Lei n.º 34/2011, de 8 de Março, que define as regras para a produção de electricidade partir da energia do sol, do vento, da água, em instalações de pequena potência - "miniprodução".


O decreto-lei define, entre outros:

  • as condições para ser produtor de electricidade;
  • os direitos e os deveres dos produtores;
  • as competências da Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), entidade que gere esta área;
  • que empresas podem instalar as unidades de miniprodução;
  • o preço que é pago pela electricidade produzida;
  • as situações em que é pago um valor mais elevado (regime bonificado).
O que vai mudar?

Para ser produtor de electricidade por miniprodução é necessário:

  • ter, no local onde vai ser instalada a unidade de miniprodução, um contrato com um fornecedor de electricidade;
  • consumir nesse local uma quantidade de electricidade igual ou superior a 50% da electricidade que pretende produzir;
  • não injectar na rede eléctrica mais do que 50% da potência contratada para consumo com o fornecedor de electricidade;
  • registar-se no Sistema de Registo de Miniprodução (SRMini), gerido pela Direcção-Geral de Geologia e Energia (DGEG);
  • obter um certificado de exploração.
Registo e certificado de exploração

As entidades interessadas em tornar-se miniprodutores devem aceder ao SRMini na internet em www.renovaveisnahora.pt e inscrever-se.

Na fase seguinte, é-lhes indicada a quantidade de electricidade que podem produzir. Por fim, a miniprodução é inspeccionada e é-lhes atribuído um certificado de exploração que lhes permite produzir e vender electricidade.

Se a inspecção não for realizada no prazo de dez dias a contar da data em que foi solicitada pelo produtor, é emitido automaticamente um certificado de exploração provisório. Este certificado passa a definitivo se a inspecção não ocorrer nos 30 dias seguintes.

Preço da electricidade

O valor pago pela electricidade depende do regime escolhido pelo produtor: geral ou bonificado.

No regime geral, o preço pago ao produtor pela electricidade injectada na rede não é fixado pelo Governo e depende das condições do mercado.

No regime bonificado, o preço depende:

  • das fontes de energia usadas pela miniprodução (por exemplo, se usar energia solar recebe mais do que se usar energias não renováveis);
  • da potência produzida (as unidades de menor potência recebem uma tarifa pré-definida, as de maior potência recebem um valor mais baixo, negociado com o fornecedor de electricidade).
Fiscalização

Todos os anos serão fiscalizadas, pelo menos, 1% das unidades de miniprodução registadas.

Quem não cumprir as regras estipuladas neste decreto-lei pode ter de pagar coimas de:

  • 100 a 3740 euros, se forem indivíduos;
  • 250 a 44800 euros, se forem empresas.
Que vantagens traz?

Com este decreto-lei pretende-se facilitar o acesso de cidadãos, empresas e outras entidades à miniprodução de electricidade.

Quando entra em vigor?

Este decreto-lei entra em vigor 45 dias após a sua publicação.

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