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Conjuntura FEPICOP - Outubro
No terceiro trimestre deste ano, e de acordo com a análise de conjuntura da FEPICOP - Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas, "foi notório o significativo agravamento do pessimismo dos empresários da Construção, com o indicador de confiança calculado pela Comissão Europeia (C.E.) a registar uma variação homóloga de -25,6%", tratando-se da "maior quebra verificada neste indicador nos últimos 44 meses, estando o seu comportamento em linha com a evolução das opiniões relativas à carteira de encomendas e às perspectivas de emprego". De facto, a carteira de encomendas registou, no terceiro trimestre deste ano e ainda segundo a C.E., uma quebra homóloga de 21,5%, correspondente a apenas 7,8 meses de produção assegurada, sendo acompanhado por um acréscimo do desemprego no Sector, que hoje perfaz cerca de 14% do total nacional. A evolução bem negativa da actividade da Construção, em resultado da forte diminuição da procura, reflecte-se também no aumento sucessivo do número de insolvências de empresas, que hoje é mesmo uma das maiores preocupações dos empresários do Sector, a par com o acréscimo das dificuldades de obtenção de crédito bancário e com os atrasos no pagamento das empreitadas realizadas. E continuam a ser as empresas que se dedicam à construção de habitação as mais penalizadas com a crise no Sector, como revelam os dados relativos ao número de fogos novos licenciados (-32% nos primeiros oito meses de 2011 e face ao mesmo período de 2010). Já as quedas da produção nos mercados de edifícios não residenciais e de obras públicas foram bem menos acentuadas, tal como a variação do licenciamento da área não habitacional (-9,3% até Agosto), e dos valores das obras lançadas a concurso (-17% até Setembro e em termos homólogos) e adjudicadas (-1,6% no mesmo período).

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