Comunicação / Notícias (outras)

Conjuntura - Janeiro de 2012


O ano de 2011 apresentou o pior registo de que há memória, com as mais recentes estimativas a apontarem para uma quebra de produção de cerca de 9,4%, fruto de reduções de atividade de 17% na habitação, de 8,5% nos edifícios não residenciais e de 5% na engenharia civil.

Efetivamente, do apuramento dos resultados do inquérito mensal à atividade realizado pela FEPICOP retira-se como principal conclusão a extrema dificuldade em que laboram as empresas que operam neste Setor. No 4º trimestre de 2011 observaram-se fortes quebras, em termos homólogos, nos indicadores relativos à Carteira de Encomendas (-13,0%), ao nível de Confiança (-12,4%) e à Situação Financeira (-11,8%).

Relativamente ao segmento da habitação, destaca-se que, até novembro, foram licenciados 15.740 fogos em construções novas, o que traduz uma quebra de 31,6%, face aos 23.004 licenciados no período homólogo.

No segmento das obras públicas, em 2011 observou-se uma forte redução do investimento publico com o montante global dos concursos abertos a diminuir 29,7%, o que corresponde a uma contração de 1,2 mil milhões de euros, face aos 4,3 mil milhões de euros postos a concurso em 2010.

No mesmo sentido, o consumo de cimento registou uma queda de 14,9% até novembro, tendência negativa que se mantém desde 2001, e que se traduz já numa quebra acumulada de 55,6%, nos últimos dez anos.

Acresce ainda que, segundo dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional, o número de desempregados oriundos do setor da Construção alcançou um novo máximo histórico, de cerca de 78 mil inscrições nos centros de emprego, no mês de novembro.~


Para saber mais, clique aqui.

Partilhar facebook Partilhar google+ Partilhar twitter