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Conjuntura fevereiro


Em janeiro o setor da construção viu a tendência de quebra de atividade agravar-se, assistindo-se a decréscimos homólogos trimestrais de 12,4% do indicador de Confiança e de 8,3% do nível da Carteira de Encomendas, índice que regista quebras ininterruptas há 44 meses consecutivos. Salienta-se ainda que o indicador da situação financeira das empresas observa uma contração de 17,7% e o indicador relativo às perspetivas de emprego apresenta uma redução de 12,8%, em termos homólogos trimestrais

No mesmo sentido, segundo o INE, no 4º trimestre de 2011, o nível do emprego assegurado pelo setor da Construção reduziu-se para 418 mil postos de trabalho, o que traduz uma quebra de 23 mil, em apenas três meses.

Relativamente ao desemprego, em dezembro, segundo os dados publicados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional foi atingido um novo máximo de 84.210 pessoas desempregadas oriundas do setor da Construção, o que traduz um aumento de 13.228 (+18,6%), nos últimos doze meses, o que corresponde a uma média de 36 novos desempregados por dia no setor.

No segmento das obras públicas regista-se, em janeiro, uma quebra de 77,3%, em termos homólogos, no valor dos concursos públicos promovidos, enquanto que, em número, a redução foi de 21,5%. Estes dados, corroborados pelos indicadores de atividade, indicam de forma inequívoca que, atualmente, o mercado das obras públicas se encontra a atravessar um período de forte abrandamento do ritmo de produção.

Por fim, constata-se que, em janeiro de 2012, se agravou o diferencial de evolução do indicador de confiança na Construção da Comissão Europeia entre Portugal e a média da UE. De facto, enquanto a evolução trimestral deste indicador se continua a degradar em Portugal, registando uma variação de menos 28,3%, o saldo médio apurado para a UE regista uma estabilização no mesmo período.

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