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Conjuntura FEPICOP - Outubro

Com o número de desempregados inscritos nos centros de emprego e oriundos da construção a aproximarem-se dos cem mil, este é um dos sectores que mais tem vindo a contribuir para o número total de desempregados do país, representando, no final de agosto cerca de 16% do total.

Também no que concerne às insolvências de empresas, a construção é dos sectores com maior peso no total (22,3%), apresentando um crescimento preocupante nos meses já decorridos de 2012 (+49%) e tendo já ultrapassado, em meados de Outubro, os 1.120 processos.


A situação descrita decorre de uma quebra inédita na procura dirigida às empresas de construção, a qual se tem vindo a reflectir em valores mínimos, nunca antes observados, na dimensão das respectivas carteiras de encomendas. De facto, as opiniões dos empresários sobre as encomendas em carteira apontaram, em Setembro, para um mínimo histórico de 6,2 meses de produção assegurada (face a médias de 10,2 meses até Dezembro de 2011 e de 7,0 meses de janeiro a agosto do ano corrente).


A contínua quebra na actividade das empresas, associada às crescentes dificuldades que as mesmas enfrentam no acesso ao crédito bancário e à manutenção dos atrasos nos pagamentos (nalguns casos suspensão dos mesmos, nomeadamente por parte do estado), tem acentuado a deterioração da situação financeira das empresas, o que claramente se reflecte nas opiniões, muito desfavoráveis, dos empresários que respondem ao Inquérito Mensal à Actividade promovido pela FEPICOP.


Comparativamente aos restantes empresários europeus da construção, os responsáveis pelas empresas de construção portuguesas têm vindo a declarar quebras muito mais acentuadas nas respectivas carteiras de encomendas, o que tem conduzido a um clima de pessimismo mais forte em Portugal do que em termos médios europeus, de acordo com os dados divulgados pela Comissão Europeia.

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