Comunicação / Notícias (outras)

Perante as declarações do Senhor Ministro de Estado e das Finanças, a CPCI – Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário, esclarece:

Depois de assinalar o facto de, pela primeira vez, ter "ouvido" o Senhor Ministro de Estado e das Finanças reconhecer a importância da Construção e do Imobiliário, enquanto atividades essenciais para alavancar o investimento e a criação de riqueza, imprescindíveis para o crescimento da nossa economia, a CPCI - Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário, reforça que a queda registada no Produto Interno Bruto (PIB) - uma diminuição homóloga de 4%, no primeiro trimestre de 2013 - se deve, em grande medida, à queda do investimento global, que recuou 16,8%, destacando-se aqui a diminuição de 25,7% no investimento em construção.


Se até há pouco era apontado o excesso de investimento em construção, a CPCI regista como extremamente positiva a "evolução" que leva o Senhor Ministro a reconhecer na diminuição de investimento nesta atividade a causa do mau desempenho da economia portuguesa.


Porém, esclarece a Confederação, contrariamente ao afirmado, o que está em causa não são questões climatéricas do último trimestre, mas sim opções políticas e económicas de sucessivos Governos, que têm penalizado o País e o setor da Construção e do Imobiliário.


"É uma questão estrutural", afirma, concretizando que o investimento neste setor está em queda em termos homólogos há cerca de 21 trimestres consecutivos, com todas as consequências daí decorrentes, tendo já perdido cerca de metade do seu valor desde 2002.


Por isso, reafirma a CPCI, o problema não está no último trimestre, mas na política que tem sido seguida, responsável pela destruição massiva de empresas e pelo aumento assustador do desemprego que, caso nada seja feito, pode rapidamente atingir, a nível nacional, os 20%.


Perante esta situação, a dinamização do investimento é decisiva, pelo que o "Compromisso para a Competitividade Sustentável do Setor da Construção e Imobiliário", formalizado em março entre o Executivo e a CPCI, consagra as soluções para assegurar mais crescimento, mais competitividade, mais emprego.


A Confederação diz que está agora nas mãos do Governo imprimir a dinâmica essencial à concretização das 52 medidas que formalmente assumiu, em 7 domínios estratégicos prioritários e que podem contribuir decisivamente para desviar Portugal do abismo económico e social em que se encontra mergulhado.

Partilhar facebook Partilhar google+ Partilhar twitter