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Orçamento de Estado 2014

Reis Campos, Presidente da CPCI - Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário, considera que o Orçamento de Estado para 2014 tem de promover o crescimento económico e o emprego, abandonando uma receita assente, de forma quase exclusiva, na austeridade.

"Não obstante todas as dificuldades, a economia está a dar alguns sinais de reanimação e esta é uma oportunidade que não pode ser desperdiçada. Há que alavancar os esforços do tecido empresarial e gerar um movimento de recuperação económica sustentada", diz o dirigente, que refere o exemplo dos indicadores de atividade no setor da Construção e Imobiliário que, "pela primeira vez em muitos anos, começam a inverter as graves quebras assinaladas".

"Estamos perante uma oportunidade, mas também um risco, porque falhar agora é deitar por terra quaisquer possibilidades de inversão do atual cenário no futuro imediato". Reis Campos acrescenta que "o interesse que começa a ser demonstrado por parte de investidores estrangeiros no imobiliário nacional e a atitude positiva de grande parte do tecido empresarial, que evidencia vontade de arriscar e avançar com novos investimentos, não pode esbarrar num Estado que pouco facilita a vida dos empreendedores, num sistema financeiro que não disponibiliza a liquidez necessária ao regular funcionamento das empresas, numa Administração Fiscal que afasta os investidores e numa justiça que é vista, por todos, como um obstáculo".

Não estão em causa choques de expetativas. Não persistem dúvidas em relação às dificuldades que o nosso País ainda tem de ultrapassar, que se refletem nas medidas e no rigor que este Orçamento ainda tem de assumir. Porém, o OE 2014 tem de ser em simultâneo, uma via para o crescimento.

Exige-se "a plena implementação das restantes medidas do "Compromisso para a Competitividade Sustentável do Setor da Construção e do Imobiliário", o reforço dos incentivos ao investimento, a aposta na reabilitação urbana, a rápida definição do novo QREN e dos investimentos estruturantes nacionais. Há condições para recuperar, o caminho existe e as metas estão traçadas, pelo que o Governo, com a proposta de Orçamento que vai discutir no próximo domingo, tem como principal responsabilidade apoiar os agentes económicos que, como sempre, não estão dispostos a desistir".

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