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PRESS CPCI 02/2017
PRESS CPCI 02/2017

Produção na Construção lidera crescimento na Europa

  • Em fevereiro, Zona Euro cresce 7,1%, Portugal  3%

 

A CPCI - Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário, destaca os dados revelados pelo Eurostat, relativos ao índice de Produção da Construção que evidenciam um forte crescimento à escala europeia, em fevereiro. Efetivamente, em fevereiro, a Zona Euro regista uma variação trimestral positiva de 7,1% face ao período homólogo de 2016. Em termos de variação mensal, face a janeiro, o crescimento é de 6,9%, claramente superior ao verificado noutros indicadores económicos, como a produção industrial que cai 0,3% no mesmo período, ou as vendas a retalho, com um crescimento de 0,7%, demonstrando a atual liderança do investimento em construção no processo de recuperação económica europeu.

 

No que diz respeito a Portugal, a produção na construção cresceu 3% em termos homólogos, valor que é claramente positivo, face à evolução recente deste indicador, mas fica abaixo da média europeia, exclusivamente devido ao comportamento do investimento público.

 

Com efeito, se em fevereiro, a produção do setor no segmento de edifícios se situou nos 5,9%, praticamente em linha com os 6,2% da zona Euro, nas obras públicas (segmento da engenharia civil), a realidade é totalmente oposta. Portugal teve uma quebra de 1,4%, que compara com os 10,3% da zona Euro.

 

Reis Campos, Presidente da CPCI reconhece que “o setor está a atravessar um momento mais positivo, que se deve a uma dinâmica do investimento privado e, em particular, do mercado imobiliário, mas continua atrás do que se passa na generalidade da Europa em matéria de investimento público”, situação que condiciona claramente a capacidade de crescimento económico e de criação de emprego.

 

Encontra-se hoje estabilizado o quadro geral de investimentos em infraestruturas, bem como os mecanismos europeus que o podem financiar. Está em causa o Plano Estratégico dos Transportes e das Infraestruturas, que foi objeto de um amplo consenso e, ao nível do financiamento, o Mecanismo Connecting Europe, o Plano Juncker e o Portugal 2020, pelo que importa, agora, maximizar as oportunidades de financiamento existentes.


O dirigente, concluiu considerando “que os indicadores continuarão a ser positivos, mas é essencial colocar no terreno estes programas para que se possa ganhar uma outra escala, colmatando mais rapidamente o espaço que ainda nos separa da restante Europa, uma vez que é imprescindível aproveitar a conjuntura e garantir a competitividade da nossa economia”.

 

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